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Crédito habitação recusado: O que fazer?

05 de maio de 2022
Atualidade Crédito HabitaçãoArtigo
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Crédito habitação recusado: O que fazer?

Quer comprar casa e fez um pedido de crédito, mas o crédito habitação foi recusado? Saiba o porquê e o que deve fazer a seguir.

Comprar casa é muitas vezes sinónimo de pedir um crédito habitação.

Segundo o estudo “Casa_PT”, elaborado pela UCI em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, 77.5% das pessoas que compraram casa nos últimos 3 anos recorreram ao crédito habitação para o fazer.

Sendo este um elemento importante para comprar casa, o que pode levar a um crédito habitação recusado? E, obtendo uma recusa, o que poderá fazer para garantir que terá o crédito habitação aprovado na próxima tentativa? Explicamos-lhe tudo neste artigo.

Teve o pedido de crédito habitação recusado. Porquê? 

Ao pedir um crédito habitação é importante saber quais as condições necessárias para a aprovação do mesmo, dado que cada Banco define as suas condições de forma a minimizar o risco de incumprimento.

Por isso mesmo, se teve o crédito habitação recusado num Banco, isso não quer dizer que este será recusado por todos os outros Bancos.

Se teve um crédito habitação recusado e não percebeu exatamente porquê, explicamos-lhe quais as principais razões para essa recusa:

Crédito habitação recusado porque a taxa de esforço era muito alta. 

Um dos fatores decisivos para ter o crédito aprovado ou ter um crédito habitação recusado é a taxa de esforço.

Esta taxa é calculada com base na percentagem do rendimento mensal do agregado familiar que se destina ao pagamento das prestações de todos os créditos contraídos. Ou seja, a taxa de esforço mede o peso dos encargos com crédito (incluindo o encargo com o novo crédito habitação) face ao total dos rendimentos. Desta forma, as instituições bancárias conseguem aferir se os rendimentos serão suficientes para pagar todas as despesas, incluindo as prestações do crédito habitação.

Leia também: Qual é a sua taxa de esforço para crédito habitação?

A taxa de esforço máxima recomendada pelos bancos para ser concedido um crédito habitação é de aproximadamente 30% a 40%. Ainda que possa haver alguma flexibilidade e que sejam aprovados créditos com uma taxa de esforço superior, muito raramente esse valor ultrapassa os 40%.

Se a prestação mensal do crédito habitação que está a solicitar ultrapassa 1/3 dos seus rendimentos, pode ser esta a causa que levou a ter o crédito habitação recusado.

Crédito habitação recusado porque o valor da entrada que estava disposto a dar era baixo. 

A par com a taxa de esforço, o LTV (loan-to-value) é uma ferramenta de avaliação de risco de incumprimento no pagamento das prestações. Num pedido de crédito habitação, o LTV é o quociente entre o valor do empréstimo que está a pedir e o valor do imóvel (valor de aquisição ou do valor de avaliação do imóvel - o menor dos valores) e que, de acordo com o Banco de Portugal, não deve exceder os 90% no caso de crédito habitação para aquisição de habitação própria e permanente.

Qual a importância do LTV para o seu banco?

É simples de compreender. Sendo o LTV a diferença existente entre o valor do crédito e o valor da casa, quanto menor for o LTV maior será o valor de entrada que irá dar com os seus recursos, o que quer dizer que o seu envolvimento na operação será maior porque tem mais dinheiro seu investido. Por outro lado, quanto menor for o valor de empréstimo, menor é o risco que a instituição bancária está a correr, caso os clientes deixem de pagar e o banco tenha de executar a hipoteca, ou seja, ficar com a casa.

Portanto, uma das razões para o crédito habitação recusado poderá ser o valor da entrada ser baixo face ao valor que hoje em dia é recomendado (pelo menos 10% do valor do negócio).

A idade pode ser o motivo do crédito habitação recusado.

Embora seja menos comum, a idade do contraente do crédito habitação pode influenciar a sua aprovação. Importa saber que a idade mínima para pedir um crédito habitação é 18 anos e o limite máximo de idade para o pagamento da hipoteca não pode ultrapassar geralmente os 75 anos. Ou seja, se à data do pedido de crédito habitação tiver 45 anos, provavelmente terá um prazo de empréstimo máximo possível de 30 anos.

A idade, ao condicionar o prazo que pode solicitar, terá um impacto não só sobre o valor da prestação do crédito, mas também sobre a taxa de esforço e, consequentemente, pode resultar num crédito habitação recusado.

Vamos analisar: se o valor do financiamento for elevado, poderá precisar que o prazo para pagamento do crédito habitação seja superior para que a prestação mensal esteja a um nível aceitável para o seu nível de rendimentos. Mas pode não ser possível aprovar esse prazo mais alargado porque a instituição de crédito não o permite, ou porque para a sua idade, de acordo com as orientações definidas pelo Banco de Portugal, esse prazo não está disponível.

Leia ainda: Sabe como escolher o melhor prazo do crédito habitação?

Desta forma, quando fizer um pedido de crédito habitação, deverá ter em conta qual o impacto da sua idade tanto no prazo de pagamento, como na prestação e na taxa de esforço.

Teve o crédito habitação recusado porque a sua situação profissional não era a ideal.

Esta é uma das principais razões para ter o crédito habitação recusado. Para o Banco importa não só o valor dos rendimentos dos clientes que estão a pedir crédito habitação, mas também a natureza do contrato de trabalho, a antiguidade na empresa e o perfil da própria empresa. Por exemplo, uma pessoa com contrato de trabalho sem termo terá, à partida, maior facilidade na concessão do crédito do que um profissional liberal ou do que alguém com contrato a prazo.

A forma como a sua situação profissional influencia a aprovação do crédito é bastante variável, de acordo com os dois fatores que mencionámos acima, pelo que é recomendável que fale com a instituição para perceber melhor como é avaliada a sua situação profissional e, se não for a ideal, avaliar soluções (como a apresentação de fiadores) que a possam compensar para que consiga aprovar o crédito habitação.

Teve o crédito habitação recusado porque era o único titular

Há diferença entre pedir um crédito habitação sozinho ou com dois titulares (um casal, por exemplo)? Claro que sim!

Cada caso é um caso, mas à partida pedir um crédito sozinho significa que o rendimento mensal disponível é menor e, consequentemente, a taxa de esforço é maior. Havendo dois titulares, o risco para a entidade financeira é menor, dado que são considerados dois rendimentos para o pagamento da prestação mensal sendo o risco dividido pelos dois titulares.

Não quer isto dizer que o resultado é sempre um crédito habitação recusado se o pedido de empréstimo for efetuado apenas por uma pessoa e sem mais titulares. É possível que seja aprovado, mas poderá ter que se fazer valer de outras garantias para oferecer maior segurança à entidade financeira que está a avaliar o seu pedido de crédito habitação.

Teve o crédito habitação recusado porque o seu nome consta da lista negra do Banco de Portugal.

Teve o crédito habitação recusado porque o seu nome consta da lista negra do Banco de Portugal

É, por motivos óbvios, uma das razões que mais facilmente implica um crédito habitação recusado. Ao analisarem os pedidos de crédito habitação, os bancos verificam sempre, através do Banco de Portugal, se o cliente tem algum histórico de incumprimento, ou seja, se tem (ou teve no passado) prestações em atraso de um ou mais créditos que já tenha contratado. Neste caso, o seu nome vai constar de uma base de dados do Banco de Portugal, onde constam todos os seus créditos ativos até à data. Caso haja algum tipo de incumprimento, o banco vai ter isso em consideração, dado que está a fazer um pedido de crédito habitação quando tem um histórico de prestações em atraso de outros créditos, o que é um forte indício que pode também incumprir no novo crédito habitação.

O que fazer para evitar um pedido de crédito habitação recusado?

Um crédito habitação recusado pode ser uma oportunidade para aprender e perceber que se calhar se estava a colocar numa situação que não lhe seria benéfica, por envolver um elevado nível de risco ou esforço financeiro.

Analisada a situação o importante é perceber o que pode fazer melhor para, quando submeter um novo pedido de crédito habitação, garantir que este não é também recusado. Recomendamos-lhe por isso que:

  • Fale com o gestor, que conduziu o seu pedidode crédito, e tente perceber quais foram os fatores determinantes para o crédito habitação recusado, e de que forma estes podem ser ultrapassados;
  • Consulte o seu mapa de responsabilidades no Banco de Portugal e confirme se não existe nenhum incumprimento da sua parte em relação a créditos que contraiu anteriormente. Em caso afirmativo, convém, caso tenha possibilidade, regularizar essa situação de forma a retirar o seu nome da lista negra. Quanto mais cedo o fizer, maior será a probabilidade de ter o seu crédito habitação aprovado. Se não tiver os meios financeiros para tal, é recomendado que tente renegociar essa dívida junto da respetiva entidade credora, alterando os termos do acordo de pagamento ou acordando novas garantias de pagamento;
  • Amortize o crédito habitação ou faça uma consolidação de créditos, que permita reduzir os seus encargos com os créditos que já tem, de forma a diminuir a sua taxa de esforço. Em alguns casos, é mesmo possível obter uma significativa folga no orçamento familiar mensal. Tenha, no entanto, atenção às novas condições desta consolidação de créditos para garantir que são efetivamente vantajosas para a sua situação atual e futura. Analise as várias soluções do mercado relativamente a créditos consolidados e verifique qual a opção mais viável para o seu caso;
  • Apresente outro imóvel como garantia adicional, seja seu ou de familiares. Tenha em atenção que este tem de estar livre de hipotecas ou de outros encargos;
  • Procure uma casa ajustada ao seu perfil, tornando assim menor o valor de crédito habitação que vai necessitar. Desta forma irá reduzir a sua taxa de esforço. Uma boa forma de chegar a um valor ideal é fazer simulações online, para ter uma noção de qual será o montante mensal da sua prestação;
  • Analise os seus gastos mensais e o seu orçamento familiar, para perceber de facto quanto pode gastar. É importante estar completamente ciente da sua realidade e avançar prevenido e informado, sem se colocar em situações de risco excessivo, ou assumir encargos que pode não suportar se acontecer algum imprevisto.

Prepare-se e avalie as suas condições antes de submeter um novo pedido! Não se esqueça que deve, sempre, ter em conta a percentagem de financiamento, a sua capacidade financeira, a sua situação e estabilidade profissional, a sua idade, e o número de titulares. Prepare-se e avalie bem as suas condições para que não veja novamente o seu crédito habitação recusado. Informe-se de forma a tornar o seu processo mais simples e fácil e, se ainda tiver dúvidas, entre em contacto connosco para ficar a saber as nossas condições de crédito habitação.

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